Método UXQA
O Método UXQA foi criado para garantir a qualidade e consistência entre design e desenvolvimento, com foco no ambiente Salesforce.
Etapas
- Pesquisa e Definição de Métricas: Identificação de critérios como consistência visual, usabilidade, acessibilidade e eficiência.
- Criação da Planilha UXQA: Ferramenta automatizada em Excel para medir e visualizar a qualidade com cálculos dinâmicos e gráficos.
- Aplicação e Validação: Testes junto ao time de desenvolvimento para comparar protótipos e telas implementadas, com feedback estruturado.
Versões
- V1 Completa: Detalhada e ideal para projetos complexos.
- V2 Simplificada: Adaptada para Salesforce, priorizando agilidade.
- Planilha de Gestão: Monitora percentuais de qualidade e gera gráficos automáticos.
Resultados
- Melhoria significativa na qualidade e fidelidade aos protótipos.
- Adoção ampliada por outras equipes.
- Integração fluida entre design e desenvolvimento.
- Redução de retrabalho e monitoramento eficiente da qualidade.
Durante meu trabalho como Product Designer, identifiquei a necessidade de desenvolver um método de UXQA (User Experience Quality Assurance) para garantir que as implementações em desenvolvimento mantivessem a qualidade e a fidelidade dos protótipos criados.
O principal desafio era assegurar que a experiência projetada fosse consistentemente traduzida para o produto final, especialmente dentro do ecossistema Salesforce, conhecido por sua complexidade técnica e alto nível de customizações.
Para garantir um elevado nível de qualidade e uma forma quantitativa de comparar produtos, criei uma tabela de avaliação que mede a taxa de aceitação das entregas com base nas principais heurísticas de qualidade em UX. Esse modelo permitiu:
- Monitoramento objetivo da qualidade: Avaliação de elementos de interface, usabilidade e consistência a partir de métricas claras.
- Identificação de desvios: Facilitação da detecção de diferenças entre protótipos e implementações na etapa de desenvolvimento.
A primeira fase do desenvolvimento do Método UXQA foi focada na pesquisa e na estruturação de métricas e critérios de qualidade para UX e UI. O objetivo principal era estabelecer uma base sólida para avaliar a qualidade das entregas ao longo das etapas seguintes.
Fase 1
- Pesquisa de Artigos e Referências: Realizei uma análise detalhada de artigos acadêmicos, estudos de caso e melhores práticas de mercado, com foco em metodologias de qualidade aplicadas ao design de produtos digitais. Essa pesquisa foi essencial para compreender desafios e identificar benchmarks confiáveis.
- Mapeamento de Métricas e Critérios de Qualidade: Com base na pesquisa, organizei e categorizei as métricas relevantes para UX e UI. Entre os principais critérios mapeados estão:
• Consistência Visual: Fidelidade ao design system.
• Usabilidade: Avaliação baseada em heurísticas clássicas, como as de Nielsen.
• Acessibilidade: Conformidade com as diretrizes WCAG.
• Eficiência: Tempo de resposta e fluidez de navegação.
- Definição de um Conjunto de Indicadores: A partir das métricas identificadas, defini um conjunto de indicadores-chave para mensuração da qualidade em cada etapa do desenvolvimento. Esses indicadores serviram como base para avaliações quantitativas e qualitativas, garantindo maior objetividade no processo.
Fase 2
Na segunda fase do Método UXQA, o foco foi o desenvolvimento de uma ferramenta prática para facilitar a avaliação e garantir eficiência na aplicação das métricas de qualidade definidas.
Etapas da Fase 2:
- Criação da Planilha em Excel: Desenvolvi uma planilha estruturada para organizar todas as métricas, critérios de qualidade e indicadores definidos na fase anterior. Essa planilha funcionou como um repositório centralizado para coleta e análise de dados, permitindo um processo claro e sistemático de avaliação.
- Automação dos Cálculos:
Para garantir eficiência e eliminar erros manuais, automatizei os processos de cálculo na planilha. Isso incluiu:
• Pontuação Dinâmica: Fórmulas para calcular automaticamente os percentuais de aceitação com base nos resultados de cada métrica.
• Métricas Ponderadas: Integração de pesos específicos para determinados critérios, refletindo sua importância na avaliação final.
• Resultados em Tempo Real: Geração automática de notas consolidadas e indicadores visuais para oferecer uma visão imediata do nível de qualidade.
Fase 3
Na terceira fase do Método UXQA, o foco se voltou à aplicação prática do processo por meio de testes e validação das telas implementadas.
Etapas da Fase 3:
- Testes com o Time de Desenvolvimento: A colaboração com a equipe de desenvolvimento foi fundamental nesta fase para garantir alinhamento de expectativas e entregáveis. As telas implementadas foram testadas utilizando as métricas e critérios definidos previamente, a fim de identificar desvios em relação aos protótipos. Ferramentas como Figma e o ambiente de desenvolvimento do Salesforce foram utilizadas para comparações lado a lado, garantindo fidelidade ao design.
- Aceite da Tela Implementada: As telas que atendiam aos critérios de aceitação pré-estabelecidos eram marcadas como aprovadas. Para aquelas que necessitavam ajustes, o time de desenvolvimento recebia feedback com pontos claros e acionáveis para melhoria. As métricas da planilha automatizada (criada na Fase 2) forneciam insights objetivos sobre a taxa de aceitação, garantindo transparência no processo decisório.
Após discussões e análises das etapas do processo, foi decidido, em alinhamento com os times de negócio e desenvolvimento, que o Método UXQA seria aplicado antes da entrada no ambiente de produção, garantindo que as entregas estejam em conformidade com os protótipos e com os critérios de qualidade definido.
Etapas do Processo
- Após o Design Handoff: O processo inicia assim que os designers realizam o handoff dos protótipos e especificações para o time de desenvolvimento. Essa etapa inicial assegura que as implementações sejam avaliadas desde o começo, promovendo um alinhamento claro entre design e execução técnica.
- No Ambiente de Testes UXQA é aplicado nesta etapa, quando as telas já foram desenvolvidas, mas ainda se encontram em um ambiente controlado, sem impacto direto no usuário final. Esse momento permite identificar e corrigir inconsistências de forma rápida e eficiente, reduzindo riscos antes da produção.
- Antes da Entrada no Ambiente de Produção: A etapa final do UXQA garante que as telas implementadas atendam aos padrões de qualidade estabelecidos. Somente após a aprovação, as entregas são liberadas para o ambiente de produção, tornando-se acessíveis ao usuário final, com total confiança no resultado.
Vantagens de Implementar Neste Momento
- Alinhamento Estratégico: O consenso entre as equipes de negócio e desenvolvimento garantiu que o método fosse integrado de maneira eficiente ao processo.
- Correção Antecipada de Erros: Ajustes podem ser feitos antes que os problemas cheguem ao usuário final, reduzindo retrabalho e atrasos.
- Entrega com Qualidade: Assegura que o produto final reflita fielmente os protótipos e atenda às expectativas de todas as partes envolvidas.
A primeira versão da planilha foi desenvolvida para ser abrangente, oferecendo uma análise detalhada da qualidade de UX e UI.
Principais Características:
- Critérios Extensos: Inclui todas as métricas e heurísticas mapeadas na fase inicial do método, como consistência visual, usabilidade, acessibilidade e eficiência.
- Cálculos Automatizados: Fórmulas avançadas para calcular o percentual de aceitação com base em múltiplos indicadores ponderados.
- Dashboard de Resultados: Gráficos e visualizações que facilitam a análise dos dados.
Uso ideal
Projetos complexos, com múltiplos fluxos e maior necessidade de análises detalhadas.
Processos que exigem documentação extensa e relatórios aprofundados para stakeholders.
Com base nos aprendizados da V1 e no contexto específico do Salesforce, foi desenvolvida uma versão simplificada da planilha.
Principais Características:
- Foco em Métricas Essenciais: Redução do número de critérios para priorizar aqueles mais relevantes ao ecossistema Salesforce, como aderência ao design system e desempenho.
- Interface Simplificada: Estrutura mais intuitiva para facilitar o uso pelas equipes de design e desenvolvimento.
- Cálculos Automatizados: Mantém cálculos básicos, reduzindo a complexidade das fórmulas e priorizando agilidade.
Uso Ideal:
- Avaliações rápidas em projetos Salesforce, onde o tempo de execução é crítico.
- Processos que exigem iterações frequentes, com foco em eficiência e alinhamento entre as equipes.
Resultados e Impacto:
- A V1 (Versão Completa) ofereceu uma base sólida para projetos complexos e foi essencial para estabelecer benchmarks detalhados.
- A V2 (Versão Simplificada) otimizou a aplicação do método no contexto Salesforce, garantindo maior agilidade e praticidade sem comprometer a qualidade da avaliação.
Uma planilha foi desenvolvida com foco em comparar os percentuais de qualidade entre as telas avaliadas e gerar gráficos para análise de performance, oferecendo uma visão clara e quantitativa do progresso e da qualidade geral do projeto.
Geração Automática de Gráficos:
- Gráfico de Barras: Comparação lado a lado dos percentuais de aceitação por tela.
- Gráfico de Linha: Evolução dos percentuais ao longo do tempo ou por iteração.
Benefícios da Planilha de Gestão:
- Monitoramento Contínuo: Acompanhe a qualidade das telas em tempo real, garantindo o cumprimento dos objetivos.
- Identificação de Padrões: Detecte tendências de performance entre telas ou critérios, possibilitando ajustes direcionados.
- Comunicação Visual: Gráficos claros e intuitivos facilitam o entendimento dos stakeholders e promovem maior alinhamento entre as equipes.
- Apoio à Iteração: Foco em melhoria contínua, destacando as maiores oportunidades de evolução.
O método foi implementado em colaboração direta com o time de desenvolvimento, garantindo alinhamento em todas as etapas do processo. Essa integração facilitou:
- Melhorias Significativas de Qualidade: O método contribuiu para entregas mais consistentes e alinhadas aos protótipos iniciais.
- Adoção Ampliada: Designers de outros times passaram a utilizar o método, reconhecendo sua eficácia no controle de qualidade de UX e UI.
- Implementação Fluida: O processo foi estruturado para ser incorporado de forma natural ao fluxo de desenvolvimento, fortalecendo a colaboração entre design e desenvolvimento.
MEI - Método de Evolução Integrada é uma nova aba do framework que antecipa o alinhamento inicial do projeto por meio de critérios mensuráveis. O objetivo é iniciar cada iniciativa com um diagnóstico objetivo (baseline) e um plano de evolução claro, reduzindo ruídos entre negócio, design e engenharia.
Por que MEI?
- Alinhamento inicial com critérios: organiza expectativas e define o “padrão mínimo aceitável” antes do desenvolvimento.
- Quantificação dos critérios iniciais: transforma percepções em números para facilitar comparação e priorização.
- Ritmo de evolução: estabelece marcos de melhoria contínua (sprints / releases) com indicadores rastreáveis.
Entradas mínimas
- Escopo e hipótese de valor do problema/feature.
- Critérios base (ex.: consistência visual, acessibilidade, desempenho, usabilidade, aderência a design system).
- Stakeholders responsáveis por medir/validar cada critério.
Saídas
- Baseline numérico (nota inicial por critério e nota global ponderada).
- Matriz de evolução (onde queremos chegar por marco e por sprint).
- Checklist de aceite inicial para início de desenvolvimento.
Como usar na prática
- 1) Defina pesos por criticidade (ex.: Acessibilidade 25%, Consistência 25%, Usabilidade 30%, Desempenho 20%).
- 2) Pontue o estado atual (0–100) por critério e gere a nota ponderada de baseline.
- 3) Estabeleça metas por marco (ex.: Sprint 1 → 70, Sprint 2 → 82, Go-Live → 90).
- 4) Registre responsáveis e evidências (print, link do Figma, PR, etc.).
Benefícios esperados
- Mais previsibilidade e transparência sobre qualidade desde o dia zero.
- Menos retrabalho por desalinhamento de expectativas.
- Histórico comparável de evolução ao longo do projeto.